segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Contexto - ALCONGOSTA

Quem não vem a Alcongosta
Não lhe sabe dar valor
Venham cá na Primavera
Ver as cerejeiras em flor.



José Encarnação


ALCONGOSTA  - Terra da cereja.




Alcongosta é uma das freguesias do concelho do Fundão, no distrito de castelo Branco e dista da sede concelhia cerca de 4 quilómetros. Alcongosta é um importante topónimo, pois ao nome de origem latina “congosta”, que deriva do baixo latim “canale augusta”, significando “canal estreito”, foi acrescentado do prefixo árabe “al”. Este topónimo existiu também como “Congosta”, tendo sido desta forma registada a freguesia, nos finais do século XIII; assim, a natureza do topónimo desta freguesia dá a entender que a designação de Alcongosta é anterior à nacionalidade, sendo devidas às populações moçarábicas, assim se explicando o artigo “al”.
Os motivos de interesse da freguesia são vários, desde o património cultural edificado de que é dotada, no qual se destacam: a Igreja Matriz, as capelas de Santa Bárbara, de S.Sebastião e do Espírito Santo, o caminho romano e a casa brasonada; aos locais de maior interesse turístico, com destaque para toda a Serra da Gardunha, O Miradouro, o Parque das Merendas, as ribeiras que fertilizam as terras de cultivo, sendo elas a da Bárbara, a do Alcambar e a da Carvalha, as várias oficinas de cestaria e a panorâmica da freguesia, vendo-se no dorso da Serra da Gardunha as muitas terras de cultivo, os inúmeros cerejais e a vasta zona de floresta. As principais actividades económicas são a agricultura, a fruticultura e o artesanato, destacando-se neste, os trabalhos em verga de castanho e de esparto; esta actividade de cestaria é actualmente paralela à

maior   produção da freguesia: A CEREJA.



Texto retirado de folheto de apresentação publicado pela Junta de Freguesia.

L. Sérgio

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ao vivo.

Hoje e amanhã ( dias 4 e 5 de Outubro) , é possível ver o " nosso artista" a trabalhar ao vivo
no Pavilhão Multiusos do Fundão, local onde se realiza  A Interior 10 - Feira de Actividades Económicas  e Produtos locais da Cova da beira. Organizada pela Associação Comercial e Industrial do Fundão e pela Câmara da mesma cidade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Peças. CESTO pequeno.

Cesto Pequeno


Dizem que o artesão
Que anda mal pago,
Eu até hoje
Ainda não recebi nada do Estado


José Encarnação.




Peças. CESTO (pequeno).
Tal como anunciado no post de abertura do blogue, uma das razões da existência de SEIRA prende-se com a divulgação das peças, por isso, é nossa intenção intervalar informação histórica e cultural com divulgação das peças.
Começamos com uma das mais simples: O CESTO, não tem a História da Seira, do Capacho ou da Vassoura, mas é um bom exemplo da arte do esparto, da sua beleza, da sua utilidade e da sua aparente simplicidade. Sai das mãos do nosso Esparteiro em diversos formatos: rectangular; circular e até em quadrado. Pode variar de tamanho: grande, médio e pequeno. O mais pequeno é o mais comum e o mais procurado. Pode ser munido ou não de uma ou duas asas.
Era muito utilizado, sobretudo, o tamanho maior, para guardar/transportar: entre outras coisas: roupa; pão e fruta.
A peça que divulgamos hoje, é um recipiente bonito, que podemos utilizar como objecto de arte, simplesmente, para decorar e admirar ou de grande utilidade para guardar/transportar fruta, pão, etc. É ideal para servir à mesa pão ou fruta, com a vantagem de ser um produto nacional e amigo do ambiente, óptimo substituto das peças de plástico tão nocivas para a natureza, mesmo com uso diário pode durar anos.

L. Sérgio

Cesto decorativo.



Como decoração ( Um exemplo).

Cesto com pão.


Para guardar e servir pão.

Cesto - Com fruta

Para guardar e servir fruta.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Profissão : ESPARTEIRO


Ainda hoje tenho saudades
dos tempos que já lá vão,
Gosto muito do artesanato
Por isso também sou artesão.

José Encarnação


-  Mas, afinal, o que é isso de Esparteiro, a?



Esparteiro (formado a partir de esparto + o sufixo - eiro)  é a pessoa que faz obras de esparto. Aquele, aquela, que trabalha manualmente o esparto, faz as seiras, capachos, vassouras ,cestos, etc. “Trabalhar o esparto” inclui não só o fabrico das peças, mas também a apanha e secagem.
Foi outrora uma profissão indispensável, sobretudo, por causa das seiras, sem elas os lagares não funcionavam e sem lagares a funcionar não havia azeite.
“Trabalhar”, ” tecer,” o esparto é também ser artesão. Esta designação é  mais vasta, mais larga, inclui todos os que exercem uma arte manual acentuadamente tradicional e popular. O artesão é um artista ,exerce uma arte. No nosso caso Esparteiro é na acepção popular, aquele que exerce a arte de trabalhar o esparto.
As belas peças que saem das suas mãos são artesanato.
Artesanato (de acordo com o dicionário ) é o conjunto de produtos ,de cunho acentuadamente tradicional ou popular resultante da actividade dos artesãos.

O artesanato na etnografia e folclore tradicional
Um bom trabalho do Rancho Folclórico das Mouriscas ( terra que também teve muitos esparteiros ) . Este grupo nas suas actuações apresenta algumas profissões tradicionais e começa precisamente com a referência ao Esparteiro.

L. Sérgio