sábado, 3 de dezembro de 2011

Atenção Lisboa !

Foto : Seira.
Atenção Lisboa e arredores!
Agora já é possível adquirir peças do esparteiro José da Encarnação no centro de Lisboa, na Calçada do correio velho, nº 7, junto à Sé, na Loja e café ZAZOU. Peças genuínas e exclusivas.
Os amantes do artesanato e da arte tradicional encontrarão nesta loja/café uma grande variedade de artigos artesanais e tradicionais, genuinamente, portugueses.
Apoie o artesanato, compre produtos portugueses!
Neste Natal não perca a oportunidade de oferecer arte e sabores tradicionais com história e valor cultural.
Visite ZAZOU, tome um café com os amigos, aprecie as peças de esparto e muitos outros produtos nacionais.

sábado, 13 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Esparto

Nunca tentes fazer,
Coisas que não gostas
Muitas vezes subi e desci a Gardunha
Com um molho de esparto às costas.

José da Encarnação

Foto : Seira - Esparto, Serra da Gardunha ,Alcongosta


Matéria-prima.
Esparto. Do latim spartum. Planta herbácea, da família das gramíneas – stipa tenacíssima. Os caules são a matéria-prima que ao longo dos tempos tem sido usada no fabrico de seiras, capachos, vassouras, cestos, etc. Daí também a designação de esparteiro (a) – de esparto+sufixo eiro. Pessoa que faz obras em esparto. Nasce espontaneamente em vários pontos do país, um deles é a Serra da Gardunha, é precisamente neste local que é colhida pelo “nosso” esparteiro, José da Encarnação.
Foto : SEIRA  .Esparto , Serra da Gardunha

O esparto é colhido verde, pela manhã, muitas vezes, antes “do nascer do sol”, primordialmente nos meses de Julho e Agosto. Em tempos idos, a deslocação para o local da “apanha” implicava andar vários quilómetros a pé, da aldeia Alcongosta até ao local da recolha, bem no cimo da serra. O regresso, também a pé, era feito carregando um molho de esparto. Tempos difíceis, que “Zé da Encarnação” não esquece e dos quais fala com alguma nostalgia.
Foto : SEIRA. Arte de colher o esparto.
Foto : SEIRA. Colhendo esparto.
Foto: SEIRA
Não basta colher e transportar, esta gramínea só está pronta a ser trabalhada, moldada, pelas mãos do artesão depois de bem seca, por isso, a fase que se segue é a de “esticar e estorricar “ durante alguns dias o esparto ao sol, “para secar bem e não ficar quebradiço “.
Foto : SEIRA.
Agrafado: Pequeno molho que se vai deixando pelo caminho que se percorre na colha. No regresso recolhe-se, cerca de doze agrafados fazem um molho.


Foto: SEIRA


Acompanhando o artesão, recentemente, na colha do esparto, na Gardunha, constatámos mais uma vez o quanto adora esta actividade e como valoriza a subida à serra, a par do ar puro que se respira, há mais luz, mais mundo, mais vida, uma alma nova nasce e cresce a cada dia passado no alto da Gardunha.
 Por mim, senti algo de mítico, um profundo sentimento de liberdade e de comunhão com a natureza de que não me lembrava há muito tempo. Será este o segredo da sua juventude?

Foto: SEIRA

L.Sérgio



 


domingo, 12 de junho de 2011

Medalha de mérito municipal.


Todo o artesão é mestre
da sua linda profissão,
Só os jogadores da bola ganham prémio,
Aquele que for campeão.

José Encarnação.

Medalha de mérito municipal.

Promessa Cumprida!
A distinção do trabalho, da abnegação, da arte, do saber e da alegria de viver com arte e pela arte.

Prometida há algum tempo, foi entregue, no passado dia 9 de Junho de 2011, sexta-feira, ao nosso artista (José Encarnação) pela Câmara Municipal do Fundão a medalha de mérito municipal. Justo prémio que reconhece e homenageia o Homem, o seu trabalho, uma vida de dedicação à arte de trabalhar o esparto e de divulgação do nome de Alcongosta e do concelho por todo o país e até no estrangeiro.
A cerimónia oficial de entrega da citada medalha decorreu nos Paços do Concelho e foi presidida pelo Presidente da CMF, Manuel Frexes, que entregou pessoalmente a medalha a José da Encarnação e todos os restantes homenageados nesse dia.
José da Encarnação agradece a todos os que contribuíram para este justo reconhecimento, actual e anterior vereação. Sente-se honrado, algo emocionado e sem falsa modéstia, considera merecido “este prémio”, sobretudo, pela homenagem ao artesão, a todos os artesãos, ao labor, à luta pela vida, pela persistência, abnegação e pela História, pela memória de todos os esparteiros que o antecederam. Agradece a todos os alcongostenses ( esta medalha também é deles ),fundanenses e todas as pessoas anónimas que por esse país fora o têm acarinhado e incentivado. Bem-haja! Como diz, frequentemente: “ Muitas vezes, se vier aí um doutor de fato e pasta, toda a gente lhe liga, mas a um homem que trabalha que se esforça pela sua arte ninguém liga.” Desta vez, felizmente, isso não aconteceu, no “salão de festas” esteve trabalho e história de vida.

L. Sérgio